quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

martírio

'bom dia! já sei. um café puro. bem forte.'
'hoje eu quero um capuccino'
pelo olhar indiferente da moça do café, minha tentativa de não ser tão previsível não surtiu efeito algum. minto. por um ínfimo lapso temporal creio que ela se perguntou a razão da súbita mudança. mas a repetição dos mais simples atos parecem esmigalhar como uma marreta qualquer sinal de curiosidade. ou o mais provável é que eu tenha sido demasiado pretencioso ao acreditar que uma mudança em meus hábitos cafeinômanos seria motivo pra iniciar um colóquio.
quando me foi servido o capuccino lembrei-me que gosto apenas de café. sem misturas. sem invenções. então é isso, sou apenas uma xícara de café puro.
sorver o capuccino só não foi um martírio, pois ao alcance de minha vista estavam eles, os quartos da moça do café.
a propósito, não sei ainda seu nome.