'pois não?'
'um café. bem forte'
'açúcar ou adoçante?'
'puro'
neste momento, a moça do café me olhou com estranheza. decerto, tanta agitação em meu espírito acabava por se exteriorizar. sorvi com delícia um gole da preciosa bebida sob o exame desconfiado da moça e quando ela se virou deixei meus olhos pousarem no desenho de seus quartos. hipnotizado pelos movimentos de suas ancas no vai-e-vem das primeiras horas do dia, esqueci, por alguns instantes, das inquietações rasas que costumam me atordoar pela manhã. quando despertei do meu transe, percebi que o restante do café esfriara. tirei do bolso o dinheiro amassado, coloquei-o sobre o balcão e fui-me embora, deixando a xícara quase cheia.
domingo, 30 de novembro de 2008
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2 comentários:
os quartos. quadros. quadris.
sempre eles.
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